quarta-feira, 24 de março de 2010

Fuckin' boats in hell


São 4 hrs da tarde nesse exato momento (nunca vá pelo horário do blogger, ele deve seguir o fuso do Cazaquistão), eu queria dormir, mas to aqui lendo um livro pra fazer prova hoje a noite.

O nome do livro é 'O Auto da Barca do Inferno' (sim, auto com U, vai saber porque), foi escrito por Gil Vicente em 1517, e o livro todo é uma crítica social.

Antes que voce me pergunte 'hããã, que é esse baguio de crítica çossial manu brown?', é uma história criticando os atos da sociedade. O livro em si conta a história de várias pessoas que vão para o inferno quando morrem, daí existem duas barcas: a barca do inferno (com o diabo made in hell dentro, obviamente) e a barca da glória (a do céu, of course, com o anjo).

O livro fala de várias pessoas que entram na barca do inferno, como o Frade (levando sua "dama" e suas armaduras, o que representava seu poder e sua incompetência), o Onzeneiro (no popular, um agiota, aquele mano que empresta grana depois te cobra até o c*), uma mulher chamada Brízida Vaz (uma cafetã no popular, comandava prostituição, e também mexia com uns bang de feitiçaria), um Judeu, um Sapateiro, etc.

Os únicos que vão pra barca do céu são o parvo (que é uma criatura totalmente inocente e gay doce) e os 4 cavaleiros.

Bom, essa semana não rolou nada de interessante ainda, apenas o fato de que estamos gravando a primeira música do Nevada. Assim que o Kinha colocar voz, é My Space motherfucker. :D

O fato é que a humanidade cria muros pra se esconder da verdade, qual o tamanho do seu?

É nois que voa, bruxão. :D

(créditos ao mestre Uchida pela frase)

2 comentários:

Kisha disse...

perecebe a ironia da Igreja Católica nesse livro?
Os cavaleiros mata todos os que não são convertidos e ainda vão pro céu!
Hipocrisia danada

Scorpions Brazil disse...

sim, percebi isso também

essa era mesmo a função do simbolismo, dar um boi pra igreja católica. enquanto o realismo mostrava a realidade do ser humano como um ser que peca, comete erros e se droga (seja quimicamente ou moralmente), o simbolismo mostra o ser humano com alma, buscando Deus, ou seja, apologia pura a igreja católica. (: